Era de manhã, cedo...pouco importava a hora que o relógio marcava, mas o sol ainda não havia se colocado em seu lugar, a lua se despedia e o tempo convidava o corpo quente para sentir o arrepio do vento lhe tocando sob o sereno da noite que se despedia...
Trocou-se, calçou os sapatos e saiu... dispondo-se a andar o quanto fosse preciso para falar a ele tudo o que estava dentro do seu coração...
Partiu e pode então observar seus primeiros raios cortando o céu, como quem ates de entrar numa casa preocupa-se em pedir licença ao dono, pedindo licença à noite, alertando-lhe que, mais uma vez, chegara o seu fim...
Posicionou-se então, iluminando cada um de seus passos, fazendo com que se deslumbrasse com sua beleza...imponente, cheio de luz, cheio de boas energias que lhe fizeram então pensar que havia tomado a decisão certa quando resolveu recorrer a ele...
Contemplou-o por mais alguns instantes e passou então a abrir seu coração... começando pelas lágrimas que não pode conter diante de tamanha grandeza que ele, mesmo de longe, lhe demonstrava... passando então a falar de si, do mundo, do seu mundo, dos seus dias... pedindo que lhe ajudasse, já que tão grande, tão cheio de luz, certamente seria mais poderoso do que ela em toda a sua fragilidade, em todas as suas limitações...
Pediu a ele que ainda que fossem tortuosos os caminhos; fechadas as mentes e corações, ele nunca deixasse de lhes iluminar...
E então voltou, ao seu dia, ao seu mundo, ao seus sentimentos...a tudo, enfim.
♫ Eu vou é cantar pro sol
E vou desejar com fé
E vou enfeitar de flor
O mundo que eu puder...♫
E vou desejar com fé
E vou enfeitar de flor
O mundo que eu puder...♫
que é pra ver a beleza...a riqueza...

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